A mesma palavra-alvo em dois contextos: um que a prepara e outro que a quebra.
Por que este banco existe. O valor absoluto de surpresa mistura contexto com raridade e tamanho da palavra — o modelo quebra a palavra em pedaços e soma o susto de cada um. Comparar palavras diferentes pelo total é, em parte, comparar frequência disfarçada de surpresa.
Como este banco resolve. A palavra-alvo é idêntica nos dois lados do par, e as palavras imediatamente anteriores a ela também. Só muda a oração de abertura. Assim tamanho, frequência, número de pedaços e contexto local se cancelam — e a diferença de bits só pode vir do contexto semântico.
Contrabalanceamento. Cada participante vê cada palavra uma vez. A lista A traz metade dos itens na versão que prepara e metade na que quebra; a lista B é o inverso. Metade dos participantes recebe A, metade recebe B. Ninguém lê a mesma palavra duas vezes, e ao longo da amostra cada item é lido nas duas condições.
O banco em triplas é a régua. O pareado é a prova.
O banco em triplas (o de /leitura) mede quanto custa a dificuldade — é a inclinação, o número principal. São 20 frases-base, cada uma nas três condições, com faixa larga de surpresa — e faixa larga é o que permite estimar a reta com precisão.
O banco pareado (este) responde a uma pergunta: o absurdo custa mais do que a dificuldade já explicaria? É experimento de controle, não instrumento de medida geral. O preço dele é a uniformidade — dezesseis frases quase idênticas, que é a única forma de parear.
| Situação | Banco |
|---|---|
| Confiabilidade teste-reteste | Triplas — tem as três listas paralelas, sem as quais o reteste mede memória |
| Validade contra a neuropsicologia | Triplas — é a inclinação que se correlaciona |
| Discriminar CCL de controle | Triplas como principal, pareado como confirmação |
| Responder “isso não é só frequência e tamanho?” | Pareado — resolve por construção, não por estatística |
| Rastreio em campo, cinco minutos | Triplas — é o instrumento |
| Sessão de laboratório, com tempo | Os dois, em blocos separados |
Três regras práticas.
1. Nunca no mesmo bloco. Rodando os dois, ponha um intervalo entre eles e sorteie qual vem primeiro — metade dos participantes começa por um, metade pelo outro. Senão a fadiga cai sempre no mesmo banco.
2. O banco em triplas vai com todo mundo. O pareado só entra quando a pergunta pede: custa mais quinze minutos e cansa mais, e o público é idoso.
3. Tempo curto, só o banco em triplas. Sempre. Ele é o instrumento; o outro é o argumento.
Hoje, na prática: use só o banco em triplas. Este banco ainda tem itens fracos e não está pronto para paciente — falta a norma humana de completação. A mecânica funciona; a seleção dos itens é que ainda não está feita, e ela tem que ser feita com pessoas, não com o modelo.
Nestes quatro, qualquer pessoa vê a diferença na hora — ninguém pega uma tesoura para tomar sopa. O modelo, porém, quase não muda o número. É a prova empírica de que a régua do modelo não é a régua da semântica.
Isso não invalida o método; delimita. A saída correta é norma humana de completação: pedir a trinta pessoas que completem a frase e medir quantas produzem a palavra-alvo. É o padrão-ouro da psicolinguística, e o surprisal do modelo é justamente uma tentativa barata de imitá-lo.
Efeito pequeno demais para uso. O modelo quase não separa os dois contextos, embora para uma pessoa a diferença seja óbvia. Item candidato a norma humana ou a reescrita.
Efeito pequeno demais para uso. O modelo quase não separa os dois contextos, embora para uma pessoa a diferença seja óbvia. Item candidato a norma humana ou a reescrita.
Efeito pequeno demais para uso. O modelo quase não separa os dois contextos, embora para uma pessoa a diferença seja óbvia. Item candidato a norma humana ou a reescrita.
Efeito pequeno demais para uso. O modelo quase não separa os dois contextos, embora para uma pessoa a diferença seja óbvia. Item candidato a norma humana ou a reescrita.
Efeito pequeno demais para uso. O modelo quase não separa os dois contextos, embora para uma pessoa a diferença seja óbvia. Item candidato a norma humana ou a reescrita.
Efeito pequeno demais para uso. O modelo quase não separa os dois contextos, embora para uma pessoa a diferença seja óbvia. Item candidato a norma humana ou a reescrita.
Efeito pequeno demais para uso. O modelo quase não separa os dois contextos, embora para uma pessoa a diferença seja óbvia. Item candidato a norma humana ou a reescrita.