Bula do instrumento antigo. As métricas descritas aqui (fixações, regressões, Detetive × Doente) pertencem à versão por rastreamento ocular, que foi descartada. O instrumento atual mede tempo por palavra e tem três medidas: inclinação, custo na palavra-alvo e fechamento de frase. Ir para o instrumento atual (/exame) · todas as notas

Documento técnico · uso interno

Guia de Interpretação das Métricas

araneuron — Teste de Esforço Cognitivo por meio da Leitura

Leia antes de interpretar. As faixas abaixo são orientativas e provisórias — heurísticas derivadas do modelo e da teoria, ainda não validadas clinicamente. A calibração de cortes reais está prevista para a Fase 2 (validação com EEG/N400). Nenhum valor aqui constitui diagnóstico; a interpretação clínica cabe ao profissional de saúde. Além disso, enquanto o motor de entropia em português não estiver plugado, os valores de surprisal podem estar em modo placeholder, o que afeta todas as métricas dependentes dele.

Índice global

Neuro-Score · 0 a 100

O que é: um índice-resumo que combina, num único número, o acoplamento, as regressões presas, as fixações prolongadas e o excesso de custo.

Por que importa: dá uma leitura rápida do padrão geral de leitura em uma só medida.

< 50 · descolamento acentuado
50–74 · atenção
≥ 75 · dentro do esperado

Maior = melhor integridade aparente.

Escore composto ilustrativo: pesos e cortes não validados. Use como triagem, nunca como resultado isolado.

Sinais de processamento preditivo

Acoplamento surprisal × custo · Pearson r, −1 a +1

O que é: o quanto o tempo de fixação acompanha a surpresa (entropia) de cada palavra.

Por que importa: no cérebro íntegro, o custo escala com a surpresa real (codificação preditiva). Custo que não acompanha a previsibilidade indica desacoplamento — o sinal central de interesse.

< 0,30 · desacoplado
0,30–0,60 · moderado
> 0,60 · acoplado

Maior = melhor (leitura preditiva preservada).

Depende da precisão da webcam e do número de palavras com fixação; com poucos dados, o r fica instável.

Custo preditivo · ms por bit

O que é: quantos milissegundos de fixação a mais o leitor gasta por cada bit de surpresa.

Por que importa: mede a eficiência da predição. Inclinação positiva é esperada; muito baixa/nula sugere que a leitura não está sendo modulada pela previsibilidade.

≈ 0 · sem modulação
baixo
positivo e consistente

A escala absoluta varia entre pessoas; interprete junto do acoplamento, não isolado.

Custo em palavras óbvias · ms (Teste do Óbvio)

O que é: o tempo médio de fixação nas palavras previsíveis (baixa entropia).

Por que importa: é o sinal mais específico — gastar muito tempo numa palavra óbvia é falha pura de antecipação semântica.

baixo · leitura fluida
intermediário
alto · falha de predição

Menor = melhor.

O valor absoluto depende da idade e da velocidade basal de leitura; o mais informativo é comparar o mesmo paciente ao longo do tempo.

Organização da leitura (Detetive × Doente)

Olhar preso × estratégico · contagem (presas / estratégicas)

O que é: separa as regressões presas (fixação longa, olhar "vidrado") das estratégicas (rápidas, de confirmação).

Por que importa: distingue a desorganização patológica (Doente) da desconfiança metacognitiva normal (Detetive) — evita confundir um leitor cuidadoso com um leitor em declínio.

predomínio de estratégicas
misto
predomínio de presas

Presas ≈ 0 é o esperado no leitor íntegro.

O limiar que separa "estratégica" de "presa" (≈ 280 ms) é heurístico e será calibrado na Fase 2.

Fixações vidradas · contagem (> 500 ms)

O que é: número de fixações muito longas — o olhar "preso" numa mesma palavra.

Por que importa: indica custo de processamento desproporcional.

0–2 · esperado
3–5 · atenção
≥ 6 · alerta

Menor = melhor.

Uma palavra de surpresa muito alta pode gerar uma fixação longa legítima. Sensível ao limiar (500 ms) e à taxa de amostragem da câmera.

Descolamento e incongruência

Excesso vs. leitor de referência · %

O que é: quanto o esforço total de leitura superou o de um leitor de referência (curva azul do gráfico), calculado a partir da entropia.

Por que importa: é o "descolamento" global entre o esperado e o observado.

≤ 40% · esperado
40–80% · atenção
> 80% · alerta

Menor = melhor.

A curva de referência usa constantes provisórias (placeholder) até existirem normas por idade e escolaridade — previstas para a Fase 2.

Custo de incongruência · ms (proxy comportamental do N400)

O que é: o custo extra observado nas palavras semanticamente inesperadas (as frases-armadilha).

Por que importa: é o correlato comportamental do N400 — o sinal de erro de predição semântica. Espera-se um pico pontual e bem definido, com retomada da leitura.

pico pontual e definido
difuso
ausente ou desorganizado

É um proxy comportamental. A validação fisiológica real (que "o olho parou porque o cérebro disparou o N400") é feita com EEG na Fase 2.

Qualidade do dado (checar sempre primeiro)

Amostras de olhar · contagem

O que é: quantas leituras de posição do olhar a câmera captou durante a leitura.

Por que importa: é o "controle de qualidade" da coleta. Se for baixo (próximo de 0), nenhuma outra métrica é confiável — provavelmente o rosto saiu do quadro, a luz estava ruim ou a câmera não estava captando.

muito baixo · descartar
limítrofe
suficiente

Antes de interpretar qualquer número, confirme que houve captação suficiente e um número razoável de palavras com fixação.

Palavras com fixação · contagem

O que é: quantas palavras receberam ao menos uma fixação analisável.

Por que importa: se for muito baixo, o mapeamento olhar→palavra falhou (calibração ruim ou câmera imprecisa) e a análise não deve ser considerada.

Se este número for baixo com muitas amostras de olhar, o problema é de calibração/mapeamento; se ambos forem baixos, é de captação.